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...o avesso de mim!

Eu achava-me aparentemente normal, até descobrir...

Não somos nada...

...mas pensamos que somos tudo!

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Consigo perfeitamente fazer a distinção do que dizemos e fazemos perante um choque, uma rasteira que a vida nos pregue em relação aos momentos em que tudo nos corre bem! 
Somos assim, pensamos agora, mas logo esquecemos!
Portanto eu quero mesmo aproveitar este momento, para escrever o que efectivamente sinto, porque sei que quando o choque passar não me lembrarei mais de o ter pensado, assim escrito poderei sempre recordar e reflectir acerca da realidade em que nos inserimos...que nascemos para morrer!
Bastou-me um telefonema de uma irmã minha para me deixar chocado, de coração apertado, incrédulo com a notícia que me passou...o "fulano" morreu!
Como? Estava doente? Era doente? Como aconteceu?
Foi um acidente C.C., como não pensaste nisso? Com pouco mais de 40 anos, sem histórico de enfermidades, só poderia ter sido acidente!
Como pode ser?
"Fulano" era pessoa querida na vila onde cresci, sempre à frente do negócio dos pais, viu ali o ganha pão dele. Casou e pelo que soube tinha dois filhos!
No negócio de porta aberta que orientava, toda a gente o tratava pelo nome próprio, ele podia não conhecer metade dos clientes mas o sorriso, a ajuda estave sempre patente no trato com cada pessoa que lá entrasse. 
"Fulano" deixou esta vila de luto e nem quero imaginar as cerimónias fúnebres, pois a igreja vai ser bem pequena para o adeus a um amigo da terra!
E é nestes momentos em que nos sentimos bem pequeninos neste mundo, do tamanho de uma formiga, um nada de nada mesmo! Que é o que somos afinal!
Quantas vezes nos aborrecemos com pequenas coisas, quer em casa, quer no trabalho, na rua e fazemos disso uma tempestade?!
Quantas vezes nos chateamos com alguém e somos infelizes nas palavras que dizemos?!
Quantas vezes viramos a cara a alguém, quando apenas precisam de um sorriso para avançarem com um pedido de desculpas?!
Quantas vezes em casa nos vamos deitar chateados com a pessoa que dorme ao nosso lado?!
E para quê?
Porquê?
Não sabemos o dia de amanhã e amanhã pode ser bem tarde!
Num instante tudo se finda, num instante uma corrente de ar apaga a chama da vida e depois o que resta?
A dor, o sofrimento...valerá a pena ficarmos também com o arrependimento?
Não somos nada...mas temos a mania de pensarmos que somos infinitos!
Não somos nada...mas pensamos que somos tudo!
"Fulano" partiu, não que isto se possa chamar uma homenagem, mas sem dúvida alguma que a maior homenagem que lhe possa fazer será sempre a lembrança de um homem afável e prestável!
Até sempre "Fulano"!

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